Carne bovina brasileira sob avaliação europeia
O Brasil aguarda auditoria da União Europeia para retovar as exportações de carne bovina ao bloco. A medida reforça a importância da rastreabilidade, do controle sanitário e da conformidade para manter o acesso a mercados internacionais.
O governo brasileiro aguarda auditoria da União Europeia para tentar destravar as exportações de carne bovina ao bloco. A principal exigência envolve a capacidade de rastrear e comprovar o cumprimento das regras sanitárias durante todo o ciclo de vida do animal.
A situação é mais complexa para a pecuária bovina porque o novo sistema europeu exige rastreabilidade desde o nascimento até o abate. Como o ciclo do gado pode levar de 24 a 36 meses, uma adequação completa da cadeia pode levar anos.
Apesar de representar uma parcela relativamente pequena do volume total exportado, o mercado europeu é estratégico para a carne brasileira por seu alto valor agregado. De janeiro a julho de 2026, o Brasil exportou 63,7 mil toneladas de carne bovina para a UE, movimentando US$ 562,2 milhões.
Para o produtor, o episódio reforça uma tendência importante: rastreabilidade, controle sanitário e conformidade ambiental deixaram de ser apenas exigências burocráticas e passaram a ser fatores diretamente ligados ao acesso a mercados internacionais.
O episódio reforça que a competitividade da pecuária brasileira depende cada vez mais de uma cadeia produtiva estruturada, com burocracia e rigor extremos ao se tratar das exigências dos mercados compradores.



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